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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Pós-graduandos em Chocolate visitaram o Centro de Inovação de Cacau da Joanes




Os estudantes do curso de pós-graduação em Gestão de Negócios em Cacau e Chocolate, da Faculdade de Ilhéus, encerraram as atividades letivas de 2016, em dezembro, com uma visita ao Centro de Inovação de Cacau da Joanes (Olam) - indústria de processamento de amêndoas de cacau instalada no Distrito Industrial de Ilhéus, sob a gerência de Cláudio Gomide. Foram acompanhados pela coordenadora do curso, professora Ana Magnavita, e a professora e chocolatier Miriam Rocha Pinkowski, da disciplina Aplicações em Chocolataria I, e recebidos pela gerente de Desenvolvimento de Produtos e Inovação da Joanes, Danielle Costallat. 

Ao longo deste semestre, os estudantes da pós-graduação em Gestão de Chocolate, curso pioneiro na Bahia e único das Regiões Norte e Nordeste, interagiram com diversas unidades de produção de cacau e chocolate, através de aulas práticas realizadas no Centro de Desenvolvimento e Capacitação Tecnológica da Ceplac, conhecido como Fábrica de Chocolate, no Instituto Federal Baiano (IFBaiano), no Instituto Cabruca e na Fábrica de Chocolate Mendoá, além de visitarem uma fazenda de turismo rural, a Irerê. 


Segundo a professora, nessa etapa, foram abordadas a parte teórica e prática da têmpera e cristalização do chocolate, moldagem e saborização, e também a elaboração de recheios, a partir de uma ganache, que é uma desconstrução da estrutura do chocolate com introdução de gorduras. “Fiquei feliz e entusiasmada com a abertura desse Centro de Inovação de Cacau. Acredito que a Olam abre uma porta de colaboração entre a indústria, o mercado acadêmico e o mercado gourmet. A premiunrização é uma tendência comprovada no mercado e através desse Centro vamos poder realizar trocas e experiências para os diversos segmentos”, afirmou Miriam Pinkowski.

 
Sobre o curso – O diretor da Faculdade de Ilhéus, Prof. Almir Milanesi, declarou que “A partir do convite da gerente Internacional de Negócios da FIEB, Patrícia Orrico, que sugeriu a montagem desse curso, logo abraçamos a ideia. Foi o projeto ideal para a nossa instituição envidar esforços no sentido de contribuir com o soerguimento do principal produto desta região, o cacau, utilizando a formação em pós-graduação como ferramenta para esse objetivo.“.  

A arquiteta Taty Bonfim, aluna da pós-graduação, revela: “Estou amando o curso e acho que todos estão, embora com algumas expectativas um pouco diferentes. Tem pessoas que estão mais focadas no cacau, outras no chocolate; tem módulos que interessam a uns mais que outros. No meu caso, estou aberta, então, tudo está me despertando ideias de empreender. Estou com ideias de melhorar a produção da fazenda. Visitamos a fazenda Irerê, já tive ideia de Turismo Rural. E também já estou começando a fazer o meu espacinho da chocolataria, que em 2017 a gente pretende montar pra iniciar as atividades. Meu sonho é fazer o chocolate com o cacau que eu vou produzir. Quero selecionar algumas árvores, produzir, fermentar, secar, selecionar e fazer o chocolate, cuidando das amêndoas, a partir da árvore mesmo”, acrescentou. 

Para a psicóloga e psicopedagoga Izabel Mesquita, também aluna do curso, “o momento é muito especial porque a gente consegue juntar os produtores, o pessoal do assentamento, a indústria e o prazer de ser a primeira turma que vem ao laboratório da grande indústria, que abre as portas e, nós todos, estamos juntos e trabalhando para uma cadeia produtiva, realmente produtiva.”.

Mesquita enfatiza que a abertura do Centro de Inovação de Cacau da Joanes “é um sinal de que alguma coisa está mudando, porque antes a gente não conseguia nem chegar e hoje, estamos aqui. Bem verdade que somos estudantes, mas, antes de mais nada, somos produtores. O laboratório é fantástico, o pessoal da Joanes é muito legal, muito receptivo, deixou a gente muito à vontade”, afirmou. 

O produtor João Tavares recebeu por duas vezes consecutivas o prêmio cacau de excelência “Cocoa of Excellence”, América do Sul, no Salon du Chocolat de Paris. Ele fornece amêndoas para as empresas brasileiras de chocolate, Harald, Amma e a Nugali, que ganhou este ano uma medalha de prata, categoria chocolate em barra intenso, em um concurso promovido pelo International Chocolate Awards, em Detroit, nos Estados Unidos, entre participantes das Américas e da Ásia.  

Na opinião de Tavares, “as duas inciativas, tanto da Olam/Joanes, com a construção do centro de inovação, quanto da Faculdade de Ilhéus com a criação do curso, são muito positivas para a região! As duas enriquecem a disponibilidade de serviços para o cacau e chocolate, agregando valor intelectual. O nosso grande desafio é reconstruir esta região, utilizando novas tecnologias!”, sentenciou o estudante da pós em Gestão de Negócios em Cacau e Chocolate. 

Por - Zé Carlinhos

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