terça-feira, 18 de outubro de 2016

COLUNA ESPIRITA POR: Márcia lebourg

NA BÍBLIA, ESPÍRITOS, ANJOS, DEMÔNIOS E DEUSES SÃO SINÔNIMOS
 Tudo no Universo tem uma dualidade: bem e mal; dia e noite; macho e fêmea; luz e trevas. Daí, o maniqueísmo com o Deus do bem (Mazda) e o do Mal (Ariman).  Santo Agostinho, antes de sua conversão ao cristianismo, era maniqueu. E, na prática, é grande a influência do maniqueísmo na maioria das religiões. É que essa crença está no inconsciente coletivo da maioria das pessoas. Pensa-se em Deus e, automaticamente, vem-nos à mente a ideia contrária à de Deus, isto é, a do chamado diabo, “diabolos” em grego. Mas o seu significado original nessa língua bíblica é de um símbolo do mal ou do pecado, e não de um espírito mau. Aliás, como digo, fizeram uma confusão dos diabos com o diabo! E foram os teólogos cristãos e os tradutores da Bíblia que fizeram essa confusão!
 Já os demônios são espíritos. Mas eles não foram criados maus por Deus, pois são espíritos humanos e que, portanto, se tornaram maus por eles mesmos, com sua inteligência e seu livre-arbítrio. E a vocês, meus caros leitores, que tiverem dificuldades para aceitarem que os demônios são espíritos humanos, o que não é estranho, recomendo que vejam, em qualquer dicionário, que demônio é sinônimo de gênio ou espírito familiar. E aos que tiverem um dicionário grego, recomendo que consultem a palavra “daimon” (no plural “daimones”), que significa demônio ou espírito humano desencarnado. E essa palavra bíblica “daimon” com esse significado de espírito humano aparece também em outros livros em grego, escritos igualmente na época em que a Bíblia foi escrita. Exemplos disso encontram-se nas obras de Platão e Heródoto. Aliás, Platão, pelo seu brilhantismo filosófico, é até chamado de ‘demônio divino’!
  E, nesta oportunidade, lembremos aqui que a hermenêutica nos ensina que, para interpretarmos os textos antigos, devemos tomar o significado das palavras na época em que eles foram escritos, pois, com o decorrer dos tempos, elas mudam de sentido. Está errada, pois, a ideia de que todos os demônios (“daimones”) na Bíblia são somente espíritos maus e pertencentes a outra categoria não humana de espíritos. E dizemos isso, não porque o espiritismo e outras religiões o afirmam, mas porque assim está na Bíblia!
 E, realmente, na Bíblia, todos nós, espíritos encarnados e desencarnados, somos demônios bons ou maus e ou de nível de evolução mediano, que é a maioria de todos nós. E somos também os deuses da Bíblia, chamados igualmente de deuses falsos ou pagãos e, como vimos, de demônios, mas todos somos espíritos humanos. “Vós sois deuses” (Salmo 82: 6; e João 10: 34).
 Somos todos, pois, criaturas ou filhos de Deus único.  Jesus é também Filho de Deus único. Deus é que é, pois, único, de acordo com o monoteísmo bíblico. Sim, Jesus é Filho único de Deus, mas no sentido de que apenas Ele atingiu um alto nível de evolução. Certamente, algum leitor dirá que Jesus não evoluiu. De acordo com algum dogma, não. Mas de acordo com a Bíblia, sim, Jesus evoluiu. “Tendo sido ‘aperfeiçoado’, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.” (Hebreus 5: 9).
  E Jesus é também Deus, mas um Deus relativo, pois, é irmão nosso. (“...Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galileia e lá me verão.” (Mateus 28: 10).
  De fato, Jesus é nosso irmão maior e, também, dos deuses e anjos bíblicos. Mas entre Ele e o Deus absoluto, imutável, único e Pai dele e de todos nós, como disse Ário, há um abismo!
 PS: “Presença Espírita na Bíblia” com este colunista, na TV Mundo Maior.

                                        N O T A


    A presente crise brasileira está realmente atingindo as atividades de muitos setores do nosso país. Nós espíritas e simpatizantes do Espiritismo façamos, pois, um esforço extra para ajudarmos a Rádio Boa Nova e a TV Mundo Maior a darem a volta por cima nessa crise que, lamentavelmente, as atinge de cheio.
    Precisamos fazer alguma coisa para que esses dois grandes veículos midiáticos possam continuar mantendo no ar a sua programação normal, que é indispensável para a difusão dos postulados espíritas. 
    Se sabemos que a maior caridade que podemos fazer para com a Doutrina dos Espíritos codificada por Kardec é a sua divulgação, então, está na hora, pois, de nós cumprirmos o nosso dever, fazendo o que pudermos para com essas duas instituições, que representam os maiores veículos do mundo de divulgação da nossa querida Doutrina. Vamos, portanto, agir, a partir de agora, fazendo o que pudermos para salvá-las! 



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