quinta-feira, 7 de julho de 2016

DA TRIBUNA DA INTERNET


Lava Jato devassa conexão com as contas que corruptos abriram no Panamá


FBP Bank  vinha atuando clandestinamente no Brasil
Gabriel MascarenhasFolha
A Polícia Federal deflagrou a 32ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Caça-Fantasmas, na manhã desta quinta-feira (7). O principal alvo é Edson Paulo Fanton, que seria o responsável pelo FPB Bank, uma instituição bancária supostamente clandestina que atua no Brasil. Segundo a PF, a instituição financeira panamenha atuaria no Brasil sem autorização do Bacen “com o objetivo de movimentar contas em território nacional e, assim, viabilizar o fluxo de valores de origem duvidosa para o exterior, à margem do sistema financeiro nacional”.
Edson Fanton é parente em primeiro grau do delegado da Polícia Federal Mário Renato Castanheira Fanton, que acusou a cúpula de delegados da Operação Lava Jato de irregularidades e coação, como a instalação de um grampo ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef.
DISSIDENTES – O delegado, juntamente com um agente da PF, apontados como “dissidentes”, foram denunciados por se associarem para ofender a honra dos colegas.
Cerca de 60 policiais federais estão cumprindo 17 mandados de busca e apreensão e condução coercitiva em São Bernardo, Santos e São Paulo. Não há prisões.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Esta operação da Policia Federal é da maior importância, porque vai aumentar as revelações sobre a corrupção e as contas abertas no Panamá pela quadrilha que se apossou do país. Já se sabe que no paraíso fiscal há contas de Dirceu, de filhos e parentes de Lula, e de outros importantes políticos ou seus familiares, como o pai do prefeito Eduardo Paes. Muitas dessas contas podem ter sido abertas pelo banco clandestino, vejam a que ponto chegamos(C.N.)

A devastação das coisas e dos seres, na visão do poeta Carlos Nejar


Nejar, um grande poeta e humanista
O crítico literário, tradutor, ficcionista e poeta gaúcho Luís Carlos Verzoni Nejar, no “Poema Devastação”, fala da existência deste fenômeno destrutivo nas coisas, nas águas, nas plantas e os seres.
POEMA DA DEVASTAÇÃOCarlos Nejar
Há uma devastação
nas coisas e nos seres,
como se algum vulcão
abrisse as sobrancelhas
e ali, sobre esse chão,
pousassem as inteiras
angústias, solidões,
passados desesperos
e toda a condição
de homem sem soleira,
ventura tão curta,
punição extrema.
Há uma devastação
nas águas e nos seres;
os peixes, com seus viços,
revolvem-se no umbigo
deste vulcão de escamas.
Há uma devastação
nas plantas e nos seres;
o homem recurvado
com a pálpebra nos joelhos.
As lavas soprarão,
enquanto nós vivermos.
                       Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Michel Temer quer se livrar de um peso chamado Eduardo Cunha

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Charge do Paixão, reproduzida da Gazeta do Povo
Pedro do Coutto
Reportagem de Miriam Leitão, com a participação de Isabel Braga, Letícia Fernandes e Jailton de Carvalho, O Globo, edição de quarta-feira, revela que o presidente Michel Temer, durante o encontro que teve com Eduardo Cunha, no Jaburu, sugeriu ao presidente afastado da Câmara que renuncie definitivamente a esse cargo. Sinal claro que a relutância demonstrada até hoje por Eduardo Cunha apresenta algum reflexo negativo para o atual ocupante do Palácio do Planalto. Tanto é assim que a mesma matéria destaca que o governo provisório já alcançou, no Senado, os votos necessários para se tornar definitivo até as eleições de 2018.
Para afastar definitivamente Dilma Rousseff são necessários votos de 54 senadores, mas os articuladores de Brasília já apontam a certeza de terem alcançado 60 votos. A admissibilidade do impeachment, na primeira etapa, registrou 55 sufrágios. Assim, o apoio à saída final de Dilma Rousseff teria avançado ainda mais. Por que então a preocupação com a renúncia de Eduardo Cunha?
PESO POLÍTICO – Provavelmente porque sua presença num cargo do qual foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal, passou a representar um peso político para Michel Temer. Sem Cunha, o Planalto obtém mais espaço para assegurar êxito à sua coordenação política. Vale acentuar que o Supremo afastou Eduardo Cunha da presidência da Câmara em caráter definitivo. Tanto assim que ao suspender seu mandato definiu o ato como por tempo indeterminado. Se o caráter indeterminado não foi aplicado no caso da presidência da casa, é porque, logicamente, assume o caráter de solução definitiva.
Dessa forma Eduardo Cunha luta em duas frentes: uma por um cargo que já perdeu e não pode recuperar. Outra, a busca difícil de preservar seu mandato de deputado. Difícil porque não depende nem da decisão da Comissão de Constituição e Justiça sobre a resolução do Conselho de Ética, tampouco, analisando-se reflexivamente a questão, do que o plenário vier a decidir.
Mesmo que a CCJ altere o parecer do Conselho de Ética, o que não é provável, principalmente agora depois da intervenção de Michel Temer, caberá ao plenário votar sim ou não no que se refere à cassação do mandato.
GANHAR TEMPO – Eduardo Cunha tenta ganhar tempo, empenhando-se por adiar as decisões. Mas o adiamento não o livrará da suspensão parlamentar que lhe foi imposta pelo STF. Como a cassação do mandato de qualquer deputado ou senador depende da aprovação pelo plenário, o que pode acontecer é Eduardo Cunha não perder o mandato, mas ficar impedido de exercê-lo em face do que decidiu o STF. Seria uma situação verdadeiramente absurda, impossível na prática dos fatos.
O presidente Michel Temer, ao se reunir com líderes do agronegócio, anunciou que vai colocar em prática medidas amargas no país. Bernardo Mello Franco comentou bem esse posicionamento na sua coluna da Folha de São Paulo de quarta-feira. Amargas para quem? – indagou.
REAÇÕES CONTRÁRIAS – Além disso, na minha opinião, não tem cabimento a ressalva de Michel Temer de que não teme reações contrárias da opinião pública a tais medidas, pelo simples fato de não pretender ser candidato a reeleição dE 2018.
Ora, deixou no ar a impressão de que, se fosse candidato, temeria as reações contrárias da população. Esqueceu (falha grave) que não se pode governar só para as urnas, mas principalmente para o desenvolvimento econômico e social do país.
As urnas são uma conseqüência, não a causa dos embates políticos.

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