sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cientistas descobrem que o cérebro tem 97 regiões ainda desconhecidas

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A imagem mostra as 180 áreas do cérebro nos hemisférios direito e esquerdo.
Novo mapa mostra que há 180 áreas distintas no córtex
Deu na revista Ciência
Há pouco mais de um século, o cientista alemão Korbinian Brodmann dividiu o cérebro humano em 52 regiões diferentes, criando o primeiro “mapa” do cérebro. Nesta quarta-feira, um esforço científico liderado pela Universidade de Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, atualizou essas divisões, revelando que o córtex, a camada mais externa do cérebro, tem 180 áreas que comandam a consciência, linguagem, atenção, percepções, pensamentos e sensações – um conhecimento sem precedentes sobre a mente humana.

Publicado na prestigiada revista Nature, o estudo está sendo considerado pelos especialistas um marco na área da neurociência e deve guiar estudos futuros que buscam compreender o cérebro humano.
O novo mapa vai ajudar a conhecer o desenvolvimento da mente ao longo dos anos, esclarecer como se dá seu envelhecimento e revelar de que maneira suas funções podem ser alteradas por doenças como Alzheimer ou esquizofrenia.
EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA – “Podemos pensar nesse mapa como se ele fosse uma versão 1.0”, disse o neurocientista Matthew Glasser, um dos autores do estudo, ao jornal The New York Times. “Deve existir uma versão 2.0 assim que os dados forem melhorados e examinados por mais pessoas. Esperamos que o mapa evolua junto com o progresso da ciência.”
Para criar o mapa, os cientistas de sete centros de pesquisa americanos e europeus analisaram imagens de ressonância magnética e a atividade cerebral de 210 adultos que fizeram parte do Human Connectome Project. O programa, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde americanos (NIH, na sigla em inglês), busca compreender como os neurônios cerebrais se conectam.
Estudar os dois aspectos – imagens e atividade cerebral – em conjunto era necessário porque mapas anteriores olhavam para apenas um aspecto do córtex, por exemplo, como se dá o agrupamento dos neurônios ou que áreas se tornam ativas durante o exercício de algumas funções.
TIPO ASTRONOMIA – “A situação é análoga à astronomia, quando telescópios terrestres produziam imagens obscuras do céu antes do surgimento dos telescópios espaciais e da óptica adaptativa”, afirmou Glassler, em comunicado dos NIH.
A análise dos dados confirmou a existência de 83 regiões cerebrais e descobriu outras 97. Algumas dessas novas áreas são totalmente desconhecidas e outras são subdivisões de porções maiores, como o córtex pré-frontal dorsolateral, que fica na parte anterior do cérebro, e é, na realidade, a reunião de uma dezena de pequenas partes.
A comunidade científica internacional recebeu o estudo como um divisor de águas na área da neurociência. Segundo o neurocientista David Kleinfeld, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, o novo estudo traz conhecimentos fundamentais para a área. “É um passo em direção à compreensão de por que somos o que somos”, afirmou o ao site do jornal americano The New York Times.
UM ENORME SALTO – “O estudo achou cerca de duas vezes mais áreas do que conhecíamos, o que é um enorme salto para a neurociência cerebral”, disse o neurocientista David McCormick, professor da Universidade Yale, nos Estados Unidos, ao site americano The Verge,  especializado em ciência e tecnologia.
De imediato, o novo mapa do cérebro deve ajudar neurocirurgiões, que poderão planejar as cirurgias com mais precisão, identificando as áreas cerebrais a serem operadas e evitando lesões em regiões que não deveriam ser afetadas pelos cortes. A longo prazo, os dados podem ajudar neurocientistas a compreender desordens complexas e ainda misteriosas, como a esquizofrenia.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Muito importante a matéria enviada pelo sempre atento comentarista Mário Assis Causanilhas. Mostra que até agora pouco se sabia sobre o cérebro. E apesar da sensacional descoberta, ainda continuamos sabendo muito pouco(C.N.)

Novo depoimento confirma Paulo Bernardo no esquema do consignado

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Wálter NunesFolha
O ex-vereador petista de Americana (SP) Alexandre Romano, o Chambinho, principal delator de uma das operações decorrentes da Lava Jato, disse em depoimento que dinheiro desviado do Ministério do Planejamento foi usado para pagar dívidas de campanha do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira. A delação integra as investigação da Operação Custo Brasil, deflagrada em junho. Segundo Chambinho, após as eleições de 2014, Ferreira procurou seu sucessor, o então tesoureiro João Vaccari Neto, pedindo ajuda para quitar dívidas de campanha.
Ferreira disputou o cargo de deputado federal pelo PT gaúcho. Teve 43.787 votos, mas não conseguiu se eleger. Vaccari então pediu para Ferreira procurar Chambinho para que o ex-vereador passasse a destinar dinheiro da Consist, empresa contratada pelo Planejamento que desviava dinheiro de contratos de empréstimo consignado, para firma indicada por Ferreira.
DA COTA DE BERNARDO – O valor seria debitado de metade do que ia para o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo e seu advogado Guilherme Gonçalves, também acusados de se beneficiar do esquema. Para receber, segundo Chambinho, Ferreira indicou o escritório Portanova Advogados, que prestava serviços jurídicos ao petista.
O delator disse ainda que o escritório foi escolhido em razão de um empréstimo que teria sido feito a Ferreira.
Seriam repassados mensalmente para o Portanova R$ 60 mil, sendo metade para abater dívidas e a outra metade para pagamento de despesas pessoais. Segundo o depoimento, foram repassados “três ou quatro parcelas de R$ 60 mil”.
MEDO DA LAVA JATO – Chambinho disse que depois de a empresa Jamp, que também participava do esquema, ter sofrido busca e apreensão na Lava Jato, executivos da Consist passaram a temer fazer repasses sem serviços que os justificassem. Mesmo assim, nada foi alterado nos contratos.
Chambinho disse que, em 2012, uma pessoa com relações com empresas da rua 25 de março, em São Paulo, cujo nome ele disse não lembrar, ajudou-o a lavar dinheiro ao lhe fornecer notas fiscais frias de diversas empresas da região.
O ex-petista então usou as notas para simular prestações de serviços para a Consist. As notas, segundo a delação, eram “no valor de R$ 100 mil cada nota aproximadamente, talvez no total de R$ 300 mil”.
DEPÓSITOS MENSAIS – A Consist depositou diretamente os valores das notas na conta dessas empresas e, em seguida, a pessoa responsável pela operação levou o dinheiro em espécie até o escritório de Chambinho.
O ex-vereador disse que o dinheiro vivo foi entregue posteriormente para Ferreira e Nelson Freitas, ex-funcionário do Planejamento.
O advogado José Roberto Batochio, responsável pela defesa do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, foi procurado pela reportagem e não comentou as acusações feitas na delação do ex-vereador e ex-petista Alexandre Romano, o Chambinho.
“ELE É INOCENTE” – A advogada Verônica Sterman, defensora do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo afirmou: “O ministro é inocente das acusações e provará que não se beneficiou direta ou indiretamente de qualquer quantia relacionada à empresa Consist”.
Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocupou as Comunicações sob a petista Dilma Rousseff.
Procurada, a defesa de Alexandre Romano, o Chambinho, disse que não iria se manifestar.

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