sábado, 4 de junho de 2016

"Verdade ou ilusão?" ARTIGO DE ANTONIO NUNES

Verdade ou ilusão?
Antonio Nunes de Souza*

Acontecem fatos em nossas vidas que, posteriormente, depois de passadas as sensações e prazeres, paramos para pensar e, inacreditavelmente, achamos até que foi um sonho, ou ficção pelos desejos reprimidos!

Esse caso que vou contar, expondo uma passagem (?) da minha vida (a interrogação é para realmente demonstrar as minhas dúvidas) é para desabafar isso que trago na mente há alguns anos, guardando como um segredo e mistério, que Deus ou o demônio me proporcionou. Um prêmio ou um grande pecado. Não consigo diferenciar a qualificação!
Sou casada há vinte anos, hoje tenho quarenta e dois, muito feliz, com três filhos lindos e adolescentes, além de uma marido legal, carinhoso e muito bom para a família. Nesse período todo, nunca tive nada para que tivéssemos tido um aborrecimento maios, além dos probleminhas básicos e normais de qualquer casal. Alguns ano atrás, precisamente, dez anos, fomos conhecer Porto Seguro e adjacências, locais bastantes badalados mundialmente e, nós como brasileiros, não poderíamos desconhecer onde Cabral aportou e começou toda essa maravilha cheia de alegrias e problemas!

Ficamos no melhor hotel indicado pela agência que providenciou passagens e reservas, que na verdade tinha tudo que se pudesse desejar em termos de conforto e bons serviços. Foi aí que aconteceu o inesperado, pois, estávamos na piscina e, enquanto meu marido nadava atravessando a piscina várias vezes, como um exercício, passou por mim, no deck, um homem lindo, com um corpo perfeito e um sorriso de derrubar montanhas. Olhou para mim demoradamente e eu, instintivamente, fiz o mesmo, enquanto ele atravessava a piscina indo para uma mesa que estavam alguns dos seus amigos. Meu marido voltou contando sua façanha de ter dado 10 voltas e alguns distantes mergulhos, demonstrando ainda ser aquele belo atleta do passado. O fato acontecido do encontro do hóspede, foi esquecido normalmente, voltamos para o apartamento, tomamos uma chuveirada e fomos almoçar. E como é normal, após as refeições bate sempre aquela moleza e um soninho gostoso e revitalizador. E foi o que fizemos: deitamos e dormimos!

As quinze e trinta acordei, e enquanto Marcelo dormia, resolvi ir a sauna para purificar a minha pele e me livrar completamente dos resíduos dos protetores solares. Aí, quando estava com meu biquíni, relativamente sumário, sozinha na parte feminina, começando a sentir aquele calor gostoso e escaldante pelo meu corpo, entra, calmamente, o homem que eu vi na piscina e, sem nada falar, me pega pela cintura, puxa para os seus braços e me beija na boca longamente, não me dando oportunidade de dizer não, mas, curiosamente, dando-me o desejo de dizer sim, pois ele sabia beijar e me hipnotizou com seu corpo, olhar, carícias e o apoio do seu membro enrijecido e quente pelo sexo, esfregando em minhas coxas e o calor infernal do ambiente!

Extasiada, ele fechou o ferrolho por dentro da sauna, e não precisa dizer que, sem ação, mas, também desejando tudo, tirei meu biquíni, ele a sua sunga, começamos uma sessão de sexo de invejar ao Kama Sutra, gosando de todas as maneiras conhecidas e desconhecidas, sem as tolas restrições de anal, oral ou varginal. Rolávamos no grande e macio banco de madeira forrado com estufado, sentindo orgasmos múltiplos e deliciosos, sem ser dita uma única palavra, a não ser os gemidos de tesão!
Terminada essa aventura inacreditável e completamente inesperada, ele assim como entrou, saiu sem dizer uma única sílaba, apenas olhando para mim e dando um lindo sorriso como agradecimento pelo ocorrido. Tomei uma banho com água fria, como é recomendado, vesti o biquíni e voltei pra meu apartamento. Meu marido ainda dormia. Dei-lhe um beijo e o acordei, pois já passava das 17 horas. Aproveitamos e vimos um filme interessante, fazendo horário pra irmos ao show em um dos maravilhosos bares do complexo hoteleiro, onde seríamos brindados com a voz e presença de Djavan!

Olhei no evento para ver se via o homem, mas nada vi e nunca mais soube dessa pessoa, pois, nem o seu nome cheguei a saber. Voltamos três dias depois e, já refeita do inusitado e estranho fato ocorrido, no carro, enquanto Marcelo dirigia, fechei os olhos e comecei a pensar se realmente tudo aquilo aconteceu de verdade ou não passou de uma ilusão?

O certo é que continuo feliz com minha família, principalmente com meu querido marido, pois, de modo algum esse acontecimento, afetou nossa vida. Apenas além da dúvida que tenho do existido ou não, fez com que eu visse também, que nessa vida louca estamos passivos de tudo!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

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