terça-feira, 24 de maio de 2016

Sergio Machado tenta a delação premiada, mas está difícil de ser concedida

Sergio Machado tenta a delação premiada, mas está difícil de ser concedida

Sarney, Renan e Lobão foram gravados por Machado
Carlos Newton
A política brasileira se caracteriza por feudos, guetos e rincões. A família Machado dominava um deles, em Crateús, importante município do Ceará, na fronteira com o Piauí. O cacique da região era Expedito Machado, eleito deputado estadual pelo PSD em 1954 e depois deputado federal em 1958 e 1962. Foi ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Jango. Cassado pelo Ato Institucional nº 1, exilou-se em Paris, onde permaneceu por 11 meses, depois voltou ao Brasil.
Com a anistia em 1979, o lado de Tancredo Neves, Expedito Machado participou da fundação do Partido Popular (PP), que em 1982 se incorporou ao PMDB. Em 1986 foi eleito para a Constituinte e se tornou um dos líderes do folclórico bloco Centrão, formado por 178 parlamentares conservadores e do chamado baixo clero.
Por serviços prestados, Expedito ganhou do presidente José Sarney as concessões de uma rádio e uma televisão no Ceará, que colocou em nome do filho Sérgio Machado, para burlar a legislação.
NA CAMPANHA DE TASSO
Quando o pai disputou a eleição para a Câmara, Sérgio Machado já estava filiado ao PMDB e atuou na coordenação da vitoriosa campanha de Tasso Jereissati a governador em 1986.  Foi então nomeado secretário estadual de Governo e se tornou coordenador da campanha que elegeu Ciro Gomes à prefeitura de Fortaleza em 1988.
Em 1990, já no PSDB, foi eleito deputado federal com a ajuda do pai, que estava se afastando da política. No embalo, Sérgio Machado conseguiu se eleger senador em 1994. Retornou ao PMDB em 2001 para se candidatar ao governo do Ceará, mas ficou em terceiro lugar.
Com a eleição de Lula, em junho de 2003 Sérgio Machado foi nomeado presidente da Transpetro por indicação de Renan Calheiros, presidente do Senado à época. E somente saiu no ano passado, atropelado pelo escândalo da Lava Jato.
GRAVANDO OS AMIGOS
Sergio Machado alegou inocência, contratou advogados e a presidente Dilma deixou-o no cargo. Mas as acusações se avolumaram, não havia mais como negar, Machado então pediu licença da presidência da Transpetro e acabou sendo demitindo.
Agora, sem possibilidade de escapar do juiz Sérgio Moro, Machado busca conseguir uma delação premiada, mas a força-tarefa não se interessa, porque ele não revela nenhuma novidade.  No desespero, resolveu imitar o filho de Nestor Cerveró e começou a gravar as conversas com os parlamentares amigos.
Como ele sabe muito sobre a corrupção no esquema da Petrobras, os caciques do PMDB tentam acalmá-lo, por julgar que a delação premiada dele possa ser aceita. Nas conversas gravadas, Machado vai insistindo, insistindo, e eles acabam falando demais.
JUCÁ, RENAN, LOBÃO E SARNEY
Nessas conversas de bastidores, Sérgio Amaral já conseguiu pegar Romero Jucá, Renan Calheiros, Edison Lobão e José Sarney. O senador Jader Barbalho escapou porque estava doente, internado num hospital. O efeito político dessas gravações é devastador e vai ajudar a incriminar no Supremo os três senadores da ativa. Quanto a Sarney, ainda não há envolvimento direto na Lava Jato, mas o futuro a Deus pertence.
Jucá caiu na armadilha de Machado. Para acalmá-lo e evitar que fizesse a delação premiada, chegou a falar num fantasioso esquema envolvendo o Supremo, mas não citou nomes, só o de Teori Zavascki, para alegar previamente que havia dificuldades.
Ainda não se sabe o que Renan, Lobão e Sarney falaram, mas devem ter seguido na mesma onda, procurando acalmar Sérgio Machado, que está prestando um belo serviço à Lava Jato, mas infelizmente não deverá ser agraciado com a delação premiada, porque esse tipo de prova induzida não é aceito pela Justiça brasileira, embora sempre haja controvérsias, como dizia Francisco Milani, um ator que amava a política e em 1992 chegou a ser eleito vereador no Rio pelo Partido Comunista Brasileiro, o antigo Partidão.

A esquerda envelheceu (e envileceu), mas é posssível acreditar no ideal socialista

Ronaldo Conde (Blog Penedo)
O senador Cristovam Buarque disse uma frase que o Velhote do Penedo gostaria de ter dito, mas com um acréscimo: “Não fui eu que mudei”, disse ele, “foi a esquerda que envelheceu”. O Velhote acrescentaria: “foi a esquerda que envelheceu – e envileceu”.
Duas coisas eu sempre escrevi aqui no meu quadro-negro:
1 – Ainda acredito no ideal socialista, mas um socialismo que reúna liberdade, pluripartidarismo, políticas sociais sólidas, honestidade e ética. Sim, honestidade e ética – porque o Velhote não considera a corrupção um problema meramente moral, mas, sim, um fato social, no conceito durkheimiano da expressão.
2 – Notei que o pior feito dos governos petistas, além dos buracos econômicos que cavaram, foi a desmoralização da esquerda. Hoje, graças ao PT, a sociedade brasileira (ouvi isto de gente de classe média e das chamadas classes subalternas) supõe que qualquer governo de esquerda é, por sua própria natureza, incompetente, inconsequente e corrupto. Certo, o PT não é propriamente um partido de esquerda, embora o seu discurso pareça. Como dizia Brizola, o PT é uma espécie de galinha que cacareja para a esquerda, mas põe ovos para a direita.
DUAS TAREFAS
De qualquer forma, creio que temos duas tarefas pela frente: a primeira, é repensar a esquerda, transformá-la, trazê-la para a nossa época. Temos esquecer as palavras de ordem dos anos 1950 e 1960, os jargões próprios da guerra fria, nos integrarmos ao mercado mundial (soberanamente), elaborar um projeto educacional de longo prazo, do primário à universidade, que não sofra interrupções, mas seja constantemente ajustada às transformações da ciência, da técnica e da inovação.
A segunda providência é mais imediata. Temos uma situação gravíssima a enfrentar:
* Déficit primário: R$ 170,5 bilhões.* Queda de 46% dos investimentos do BNDES.
* Dívida de R$ 450 bilhões da Petrobrás, que ainda apresenta um prejuízo de R$ 56,5 bilhões.* Queda de 25% na soma de exportações e importações desde 2013.
* Inflação de 9,3%.* Déficit previdenciário de R$ 136 bilhões.
* Déficit de R$ 600 bilhões das contas públicas após o pagamento de juros.* 12 milhões de desempregados.
* 25 mil leitos hospitalares desativados em três anos.
LENGA-LENGA DO “GOLPE”
O que fazer? Vi, hoje, na televisão, centrais sindicais, movimentos sociais, estudantes e professores repetindo a lenga-lenga do golpe e exigindo a saída do Temer.
Também não gosto do Temer, também não gosto do seu ministério, não gosto de muita coisa, mas quem cavou todos os problemas acima citados foi o governo Dilma. Estamos nesse buraco porque Dilma é incompetente.
Afinal, 12 milhões de desempregados é um número que beira o holocausto. Nos anos finais da ditadura, o Velhote do Penedo ficou três anos desempregado, por que o SNI sempre me vetava. Inclusive em empresas privadas. Sei o que é ser desempregado.
Hoje me ocorreu uma pergunta maliciosa: do que vivem Boulos e Stédile? O primeiro é líder dos sem teto; o segundo dos sem terras, mas ambos viajam daqui para lá, vestem-se bem e são gordos – o que indica que não passam fome.
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Em tempo
Acho que o Temer amarelou ao recriar o Ministério da Cultura. Eu não recriaria. Jamais vi os artistas que tanto protestaram fazer crítica a uma política econômica desastrada que causou todos os danos acima citados. Eles querem é mamar nas tetas do Estado.
(artigo enviado pelo comentaristas Mário Assis Causanilhas)

Demorou, mas a Lava Jato enfim está incriminando Renan Calheiros

Charge do Paixão, reprodução da Gazeta do Povo
Márcio Falcão e Aguirre TalentoFolha
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que está prestes a concluir um dos inquéritos que apura a suposta ligação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o esquema de corrupção da Petrobras. Segundo relatório enviado pelo delegado Thiago Delabary, falta apenas o depoimento do senador para que as apurações deste inquérito sejam fechadas. A PF informa, inclusive, que está tendo dificuldades para marcar uma data com o senador.
A linha de investigação avalia se Renan foi beneficiado de propina em acordo da Petrobras com a categoria dos práticos, os profissionais responsáveis por orientar os comandantes de navio a atracar nos portos.
A Folha apurou que a defesa do senador pediu que ele envie explicações por escrito, em vez de prestar um novo depoimento à PF. Nesta segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República enviou manifestação ao STF pela rejeição do pedido da defesa, portanto, pelo depoimento presencial.
MAIS 30 DIAS
O delegado pediu ao Supremo mais 30 dias para a o encerramento do caso. “É possível afirmar que o acervo informativo já reunido nos autos põe a investigação em estágio de finalização. Afora algumas medidas de ordem administrativa, resta pendente de efetivação apenas a oitiva do senador Renan Calheiros a qual não se tornou possível, ainda, em face da dificuldade de agendamento decorrente das atribuições de sua excelência à frente da Casa Legislativa”, escreveu.
O ministro Teori Zavaski, relator da Lava Jato, vai definir como serão feitas as explicações. Renan é investigado neste inquérito juntamente com o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE).
As investigações começaram a partir das declarações do delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, para investigar as suspeitas de recebimento de propina da estatal que recaem sobre Aníbal e Renan.
“EM NOME DE RENAN”
Segundo Costa, Aníbal “falava em nome” de Renan e lhe prometeu, em 2007, R$ 800 mil “em caso de resolução favorável” em uma ação judicial pela qual duas empresas de serviços de praticagem da Baixada Santista cobravam R$ 60 milhões de indenização da Petrobras.
Para tentar comprovar as afirmações de Costa, a PF rastreou o dinheiro e concluiu que o advogado Paulo Roberto Baeta Neves recebeu, em setembro de 2008, R$ 6 milhões de “comissão” pelo fechamento do acordo com a Petrobras.
O dinheiro foi transferido para sua conta bancária –após passar pela de seu sócio, Eduardo Ferrão, que disse nada saber do acordo e ter rompido com Baeta Neves– pelo escritório de advocacia Ferreira Ornellas, do Rio, que formalmente havia fechado o acordo judicial com a Petrobras.
MAIS OITO INQUÉRITOS
Dos R$ 6 milhões que chegaram a Baeta Neves –descontados R$ 500 mil de impostos–, a PF agora concluiu que R$ 3 milhões foram para Luiz Carlos Batista Sá, amigo do deputado Aníbal Gomes. Segundo o laudo, parte do dinheiro foi sacado em diversas operações: seis cheques no valor de R$ 80 mil cada, três de R$ 70 mil, dois de R$ 60 mil, dois de R$ 50 mil, três de R$ 30 mil e três de R$ 20 mil foram destinados a diversas pessoas e empresas.
Na Lava Jato, Renan ainda é alvo de mais oito inquéritos. O senador foi citado por cinco delatores como destinatário de propina desviada da Transpetro: Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef, Fernando Baiano, Ricardo Pessoa e Nestor Cerveró.
Delatores disseram também que Renan teria indicado para o cargo Sérgio Machado, que exerceu a presidência de 2003 a 2015. E que, em razão disso,recebia dinheiro desviado de contratos da estatal.
Machado é o protagonista da primeira crise do governo de Michel Temer e negocia acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.
INVESTIGAÇÕES
Renan é suspeito de envolvimento de fraudes na contratação de consorcio Estaleiro Rio Tietê pela Transpetro. Teve o sigilo bancário e fiscal quebrados pelo Supremo nesse caso.
Ele também é investigado em outras frentes por propina em acordo da Petrobras como favorecimento à empresa Serveng junto à estatal e suspeita de propina para viabilizar a venda da participação da Petrobras na empresa argentina Transener ao grupo Electroingenieria, também do país.
Alguns inquéritos a PGR ainda mantêm em sigilo por causa de delações que não foram divulgadas.
As defesas de Renan e de Aníbal têm negado o envolvimento com irregularidades e afirmam que nunca receberam propina da Petrobras.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A prisão de Renan é só uma questão de tempo. Muitos anos de cadeia aguardam por ele. Se não tivesse foro privilegiado, o juiz Sergio Moro já teria mandado prendê-lo há muito tempo. Por isso, é preciso acabar com o foro privilegiado. Lugar de bandido é na cadeia, dizia Ulysses Guimarães, um político exemplar. Morreu sem possuir bens extravagantes. Era um típico classe média. Eu sei disso, porque tinha uma cópia da declaração de bens dele. Quanto a Renan, se ele fosse político nos EUA e se recusasse a dar depoimento, seria algemado na hora. É isso que falta ao Brasil – rigor absoluto com os criminosos. (C.N.)

Gravações de Machado envolvem Renan, Sarney e Lobão, mas Jader escapou

Machado só não conseguiu pegar Jader Barbalho
Tânia Monteiro e Erich Decat
Estadão
A divulgação da gravação do diálogo do ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, sobre a tentativa de barrar a Operação Lava Jato, criou a primeira grande crise interna do governo interino de Michel Temer. Junto com o áudio, veio outra preocupação com a extensão do que mais poderia existir e que outras pessoas da cúpula do PMDB, com e sem ligações fortes com o Planalto, poderiam ser atingidas com as conversas. A preocupação é de que outros integrantes da cúpula do PMDB sejam envolvidos, e Temer tem cinco ministros alvo de inquéritos no Supremo.
Interlocutores diretos de Temer afirmam que ele não tem nenhuma preocupação pessoal, mas que a mesma segurança não existe em relação a outros auxiliares. Caso haja novos problemas a solução tende a ser a mesma: afastamento imediato.
TEMER AVISOU…
Com a saída de Jucá, Temer agora tem cinco ministros com investigações em curso no Supremo Tribunal Federal. Ele questionou todos, quando foram convidados, se teriam alguma pendência judicial. A resposta de Jucá foi absolutamente tranquilizadora, assim como dos demais, segundo interlocutores.
Temer, então, avisou a cada um e repetiu isso, na primeira reunião ministerial, de que não aceitará qualquer tipo de desvio de ordem moral. Reiterou ainda que, se houvesse problemas, o titular da pasta seria afastado.
Um dos casos que preocupam, por exemplo, é o de Henrique Eduardo Alves (Turismo). A casa dele foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em dezembro do ano passado em uma das fases da Lava Jato.
SAÍDA DE JUCÁ FOI UM ALÍVIO
Apesar de lamentar a perda de uma peça fundamental do seu governo, considerado um hábil operador político que seria de importante neste momento de articulação para a aprovação de medidas no Congresso, Temer e seus auxiliares respiraram aliviados com a decisão de Jucá de se afastar do cargo. O ministro comunicou sua decisão a Temer assim que ele chegou ao Congresso para se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Na manhã de segunda-feira Jucá foi ao Jaburu, explicou a Temer que, se a gravação saísse integral, todos veriam que não haveria problemas. Pediu ainda que o presidente permitisse que ele se explicasse publicamente, o que foi feito em uma coletiva, no início da tarde. Mas o estrago já estava feito e o governo precisava agir rápido.
Temer informou que a defesa da Operação Lava Jato é ponto de honra para ele, assim como o combate à corrupção. Jucá ponderou que, da forma como estava sendo apresentada a gravação, todos ficavam em único balaio e que ele queria mostrar que, quem deve, precisa pagar, mas quem não deve precisava se defender.
QUERIA SE EXPLICAR…
O ministro salientava ainda que queria se explicar e que, depois, então, Temer decidiria. O presidente disse que iria avaliar. “Vamos esperar o decorrer do dia”, afirmou Temer a seus interlocutores, já tendo certeza de que manter um ministro sob investigação e sob tiroteio, em um momento em que seu governo precisa de mostrar força no Congresso para aprovação de medidas econômicas, seria muito prejudicial.
A avaliação era de que a permanência de Jucá no posto contaminaria o governo Temer e a sua busca por credibilidade, por causa do seu discurso de posse, quando defendeu a Lava Jato.
SARNEY, RENAN, LOBÃO E JADER
A preocupação no PMDB é grande. O entendimento é de que Machado, para se livrar das acusações das quais é alvo na Lava Jato, entregou caciques do partido como o ex-presidente José Sarney e os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Edison Lobão (PMDB-MA) e Jader Barbalho (PMDB-PA).
Segundo relatos, Machado, que tem relação com o grupo há pelo menos 20 anos, chegou a tentar a realizar um encontro com Jader em São Paulo, que só não foi possível em razão de o senador, na ocasião, estar internado no Hospital Sírio Libanês. Apesar de não ter conseguido falar com Jader, integrantes da cúpula do Senado têm como certo que Renan e Sarney não escaparam das gravações.
O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou à Justiça Federal no Paraná que recebeu R$ 500 mil de Machado – dinheiro proveniente do esquema de corrupção.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A tática de Sérgio Machado deu certo. Como ele sabe muito sobre a corrupção no esquema da Petrobras, ligou para os caciques do PMDB e eles tentaram acalmá-lo. Jucá, como se viu, chegou a falar num fantasioso esquema envolvendo o Supremo, mas não citou nomes, só o de Teori Zavascki, para alegar que havia dificuldades. Como diz o velho ditado, quem fala demais dá bom dia a cavalo. Foi o que aconteceu com Delcídio e agora se repete com Jucá. O caso de Delcídio foi mais grave, porque realmente houve o esquema de Lula para comprar o silêncio de Nestor Cerveró e o advogado Edson Ribeiro embolsou o dinheiro, na onda do ladrão que rouba ladrão, e agora vai se dar muito mal, será investigado na Lava Jato e perderá a licença da OAB.  (C.N.)

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