quarta-feira, 9 de março de 2016

Obras da Linha Dois do Metrô avançam ao longo da Avenida Paralela

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As estações do metrô do Imbuí e do CAB estão recebendo a cobertura (Foto: Camila Souza/GOVBA)
As estações do metrô do Imbuí e do Centro Administrativo da Bahia (CAB) estão recebendo a cobertura (Foto: Camila Souza/GOVBA)
Do - www.jornaldamidia.com.br -  Com 22% concluídos, as obras da Linha 2 do metrô de Salvador contam com 14 canteiros implantados e dez estações em construção, sendo a mais avançada a do Acesso Norte (86%), que já recebe os retoques finais. Outra que avança é a do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/BA), com 48,5% das obras físicas concluídas. Nesta terça-feira (8), as obras das estações do Imbuí e do Centro Administrativo da Bahia (CAB) receberam a visita do secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, dos presidentes da CCR Metrô Bahia, Luis Valença, e da Companhia e Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, além de jornalistas.

Segundo Martins, a previsão é que o Trecho Acesso Norte/Rodoviária esteja concluído até setembro deste ano. Outro trecho, Imbuí-Mussurunga, terá todas as estações prontas até o final de 2016 e a Estação Aeroporto deve ser entregue em abril de 2017. Satisfeito com o cronograma, ele enfatizou que as obras estão em ritmo acelerado. “Também são importantes a geração de seis mil empregos diretos e o aquecimento da economia, pois todo o material é comprado no comércio local”.
Mesmo com os tapumes no canteiro central, quem passa pela Avenida Paralela se impressiona com o avanço das obras. As estações do Imbuí e do CAB estão recebendo a cobertura. O lugar onde ficava a lagoa do Imbuí tornou-se um canteiro de obras, e assim ficará até o final das intervenções. O lago artificial vai ser reconstruído com um projeto paisagístico. Mas a grande transformação, segundo Luís Valença, será na qualidade de vida do soteropolitano e de quem visita Salvador.
Retornos serão todos por viadutos
Valença explicou que grande parte dos retornos na Paralela é feito pelo canteiro central, o que é impróprio para uma via expressa. “A pessoa tem que desacelerar em uma via de alta velocidade à esquerda e depois, do outro lado, fazer a aceleração entrando no fluxo de alta velocidade. Todos os retornos serão feitos por viadutos, entrando nas vias de baixa velocidade, acabando com esse problema”.
O presidente da CCR também falou dos benefícios para os pedestres. “Hoje, um pedestre usa sinaleiras e passarelas para atravessar a Paralela. Já recebemos uma determinação do Governo do Estado para construir passarelas em todos os lugares onde hoje há semáforos, além das oito estações na Avenida Paralela, que também serão pontos de passagem de alta qualidade”.
Valença destacou que a grande conquista será quando o metrô estiver em operação. “O passageiro vai deixar de usar o carro e poder utilizar pela primeira vez, na história da cidade, um transporte público de qualidade. Do aeroporto até o Acesso Norte, a viagem vai durar menos de 30 minutos, com ar condicionado e conforto”.
Outros detalhes
Os 14 canteiros implantados são no Acesso Norte, Detran, Rodoviária, Pernambués, Posto 1, Imbui, CAB, Canteiro Central, Pituaçu, Central de Concreto, Flamboyant, Tamburugy, Bairro da Paz e Mussurunga. A implantação da via permanente e colocação dos trilhos também estão em execução em alguns trechos ao longo da Linha 2, sendo o trecho entre acesso Norte e Detran, o mais avançado.
Três novos retornos viários em forma de viadutos, já aprovados junto à Transalvador, serão implantados – na região de Flamboyant (na altura da Ferreira Costa), no sentido Aeroporto – Centro; na região de Tamburugy (depois do Le Parc e Alphaville), no sentido Centro–Aeroporto; e na região do acesso à Stella maris, no sentido Stella Maris – Centro. No final da obra, no sentido Centro-Aeroporto, a Paralela terá nove retornos e no outro sentido, sete.
Mobilidade Salvador
Eduardo Copello informou que o Governo do Estado está desenvolvendo um grande programa de mobilidade para Salvador e região metropolitana. “O metrô, com seus 41 quilômetros nas duas linhas, vai se somar ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que substituirá o trem do subúrbio. Hoje, o sistema tem 13,5 quilômetros, indo da Calçada até Paripe, e será ampliado até o Comércio, ficando com 18,5 quilômetros. Este VLT será interligado ao metrô, com mais 3,5 quilômetros”.
Copello enfatizou também que estão em construção as duas grandes vias transversais. Elas vão da costa atlântica até a Baía de Todos-os-Santos. “Este conjunto será totalmente integrado e proporcionará a Salvador e à região metropolitana, uma das melhores mobilidades do País”.

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