segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Vitória racha e Justiça decide suspender reunião da Assembleia Geral

A reforma do estatuto, prevendo a democratização do clube, não interessa a muitos conselheiros que querem se perpetuar no comando do E.C.Vitória.
A reforma do estatuto, prevendo a democratização do clube, não interessa a muitos conselheiros que querem se perpetuar no comando do E.C.Vitória.
O juiz Gustavo da Silva Machado, da 1ª Vara de Juizado Especial de Causas Comuns, acatou uma ação movida por um grupo de conselheiros do Esporte Clube Vitória e determinou que o clube não convoque Assembleia Geral Extraordinária para a votação da reforma do estatuto, inicialmente marcada pelo Conselho Deliberativo do clube para o dia 20 deste mês.

Na ação, esses conselheiro apontam ''irregularidades no processo de reforma'' do estatuto. A reunião da Assembleia Geral foi marcada pelo presidente do Conselho Deliberativo, José Rocha. A reforma do estatuto criou várias alternativas para a democratização do Vitória, entre as quais o estabelecimento de eleições diretas, previstas para dezembro de 2016. Mas existem conselheiros contra as eleições. José Rocha e outros conselheiros devem recorrer contra a decisão.

A decisão da Justiça ocorre após o presidente do Vitória, Raimundo Viana, criticar publicamente o processo de reforma do estatuto. Na última sexta-feira, o gestor chegou a convocar a imprensa para falar sobre o assunto e afirmou que o houve “atropelamento do estatuto” na condução do ação pelo conselho deliberativo, uma vez que, segundo ele, teriam sido ignoradas reuniões e feitas alterações arbitrárias na comissão de reforma.

A decisão da Justiça considera que nova assembleia geral seja convocada somente após a apreciação das emendas propostas pelos conselheiros e que estas sejam referendadas pelo Conselho Deliberativo, que segundo rubro-negros é controlado pelos ex-presidentes Alexi Portela e Carlos Falcão. A decisão indica ainda que caso a assembleia geral seja realizada, o Vitória estará passível de multa a ser fixada pela Justiça, e todos os atos determinados poderão ser anulados.

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