quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Governo da Bahia reúne estados para avaliar nível de água do Rio São Francisco

Governo da Bahia reúne estados para avaliar nível de água do Rio São Francisco

Com a secea, autoridades dizem que a preocupação é o abastecimento humano (Foto de celular de Camila Peres/SecomBA)

O Rio São Francisco, um dos volumes de água mais importantes do Brasil, enfrenta sérias dificuldades ocasionadas pela seca e, por isso, não possui hoje o potencial esperado para encher os reservatórios de água e abastecer as cidades que dependem dele. Sobre essa situação, presente na Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Pernambuco e Sergipe, representantes dos estados, estiveram reunidos, nesta terça-feira (17), na sede da Representação da Bahia em Brasília.

Nesta segunda-feira (16), o nível da barragem atingiu 2,5% do volume útil, o mais baixo da história. Esse número vem caindo dia a dia. No dia 10 deste mês, por exemplo, estava em 2,9%. O nível mais baixo havia sido registrado em novembro de 2001 (5,46%).

O representante do governo baiano, Jonas Paulo, explicou que esta reunião serviu para nivelar informações a serem usadas como base para um segundo encontro, que deve ocorrer no próximo dia 25. Os representantes dos estados vão se reunir com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Águas (ANA), também presente na reunião desta terça, para ampliar a discussão e pedir mais esforços.

O representante da ANA afirmou que o reservatório de Sobradinho na Bahia encontra-se com 2,49% de sua capacidade de armazenamento de água e que diversos órgãos federais têm se reunido discutir ações referentes à vazão e ao acompanhamento do nível dos reservatórios.

A preocupação é o abastecimento humano. Em cada estado, o governo local tem realizado ações emergenciais. Na Bahia, está em curso a implantação de flutuantes para a captação de água, tarefa a cargo da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). “Temos municípios na calha do rio com sistemas próprios de abastecimento e eles não possuem condições para investir em flutuantes, por exemplo”, alertou Jonas Paulo.

O tema tem sido tratado não apenas no Executivo. Também nesta terça, o Senado Federal discutiu a situação do Velho Chico em audiência pública realizada pela Comissão de Meio Ambiente. A agenda aconteceu pela manhã e o representante Jonas também participou.

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