segunda-feira, 30 de março de 2015

Brasil da Dilma... juros13,25%, inflação 8,13% e queda de 1% no PIB em 2015.

SEGUNDA-FEIRA, 30 DE MARÇO DE 2015

 
(Folha) A expectativa de instituições financeiras e economistas consultados pelo Banco Central é de que o PIB brasileiro terá retração de 1% em 2015. Há uma semana, esperava-se retração de 0,83% para o período. Os dados são coletados semanalmente e integram o boletim Focus. A previsão de recuperação para 2016 também ficou mais comedida. Espera-se crescimento de 1,05% no ano que vem, sendo que há uma semana esperava-se alta de 1,20%. As previsões para o PIB de 2016 haviam se mantido estáveis em 1,5% por cinco semanas terminadas no final de fevereiro. A partir do começo de março, no entanto, passaram a ser revisadas para baixo. 

ALTA DA SELIC
Apesar da expectativa de uma retração maior, o mercado acredita que o governo continuará com a política de expansão dos juros –que dificultam a tomada de empréstimos que poderiam aquecer a economia– até o final do ano. Hoje, a taxa Selic está em 12,75%, mas a expectativa dos economistas é que vá a 13,25% até o fim do ano. Há uma semana, esperava-se que a taxa fechasse o ano em 13%.Para 2016, a expectativa do mercado é que os juros voltem a cair, fechando o ano em 11,5%, a mesma expectativa do ano passado. 

A elevação da taxa é uma das principais ferramentas do governo para controlar a inflação, que tem subido. Segundo a prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, a inflação nos últimos 12 meses chegou a 7,9%, o maior índice desde 2005. A inflação deve fechar o ano em 8,13%, próximo aos 8,12% esperados há uma semana, prevê o mercado. Para 2016, espera-se inflação em 5,60% –há uma semana, esperava-se alta de 5,61%. 

CÂMBIO
A taxa de câmbio para o fechamento do ano deve ficar em R$ 3,20. Há uma semana, esperava-se que fechasse em R$ 3,15. Na sexta-feira, o dólar fechou em R$ 3,22, em parte influenciado pelo anúncio dos resultados do PIB de 2014, que teve alta de 0,1%, segundo o IBGE. Para 2016, espera-se que feche em R$ 3,23. Há uma semana, a expectativa era que fechasse em R$ 3,20.

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