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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Fonoaudiologia na educação infantil e fundamental auxilia no desenvolvimento escolar das crianças com gagueira

 
De acordo com o fonoaudiólogo do colégio Decisão Anglo, Fabrício Alves, a disfluência é um fenômeno comum, que afeta até 30% das crianças, e em muitos casos pode ser tratada com o acompanhamento de profissionais durante a vida escolar
 
Conhecida como gagueira, a disfluência é um problema que afeta cerca de 4% da população mundial, sendo sua incidência maior em homens. Nos dias atuais, a gagueira não é muito bem compreendida, porém vem sendo realizados estudos para linguagem através do viés da Genética e da Neurobiologia.
 
Para alguns estudiosos, a gagueira não é considera uma doença, e sim, apenas um sintoma que consiste de forma geral por interrupções na fluência da fala, e caracterizada por repetições ou prolongamentos, muitas vezes inaudíveis de sílabas e sons. Para que aja um controle sobre a gagueira, não é uma prática muito fácil para um individuo, pois geralmente elas são acompanhadas de movimentos involuntários, trazendo emoções negativas, como: o medo, a ansiedade e nervosismo, prejudicando a fluência da fala.
 
Há um tipo de gagueira bastante comum que ocorre em crianças na faixa etária entre dois e cinco anos: a gagueira do desenvolvimento. Esta surge sem uma causa aparente e de forma idiopática, sendo considerado por muitos estudiosos como uma etapa crucial para o desenvolvimento e maturação lingüística das crianças. De acordo com Fabrício Alves, fonoaudiólogo do colégio Decisão Anglo, de Itabuna, “os pais devem estar atentos aos filhos que apresentam algum sinal da gagueira do desenvolvimento e, em caso de dúvida, devem procurar a orientação de um Fonoaudiólogo. Assim, transtornos emocionais e o estereótipo de ‘gago’, que muitas vezes a criança carrega pelo resto da vida, podem ser evitados”, afirma.
 
A diferença entre a gagueira do desenvolvimento e a gagueira adquirida, também conhecida como neurogênica, está última mostra é decorrente do dano cerebral, ocasionado por hemorragia no cérebro ou pelo traumatismo craniano. “Na primeira, a dificuldade ao falar é geralmente no começo da palavra, em palavras mais longas ou em frases mais complexas, o que gera na criança ansiedade por não conseguir se expressar”, relata Fabrício. Durante atividades escolares, como a leitura, é possível perceber a gagueira do desenvolvimento tende a diminuir e apenas se manter nas mesmas sílabas. Em crianças com danos cerebrais, nota-se que é mais frequente a gagueira do que em crianças da mesma faixa etária.

 
Cuidado é primordial
 
De acordo com alguns estudos, cerca de 20 a 30% das crianças hoje em dia apresentam algum tipo de disfluência e, por falta de acompanhamento adequado, tornam-se gagas. Nas escolas, as crianças que gaguejam faltam 15% a mais que as outras por apresentarem problemas como: alergias, alterações no intestino, pesadelos e sonambulismo. “Alguns estudos já indicam que a gagueira pode ser tratada como uma patologia decorrente de um déficit físico que origina uma dificuldade de o indivíduo se ajustar socialmente e, assim, uma resposta psicológica negativa”, afirma Fabrício.
 
Deve haver uma compreensão entre pais, professores e a escola em relação entre a gagueira, fluência e a linguagem, que quando não trabalhada de forma adequada, pode gerar dificuldades no desenvolvimento fonético/fonológico, tornando frequentes atrasos e distúrbios na linguagem e no aprendizado, em especial na escrita e na leitura.
Para Fabrício, cabe então à instituição de ensino compreender o contexto em que tal criança se desenvolve. “Vergonha de falar, ansiedade em níveis excessivos, timidez, carência, insegurança e alto estima baixo são alguns sintomas. Devemos proporcionar às crianças condições adequadas de aprendizagem. Professores e funcionários bem formados e equipes de suporte pedagógicos sempre disponíveis para o aluno e sua família, torna o diferencial da instituição de ensino mais evidente”, finaliza o especialista.    




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