sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

APPI realizou formação sobre adoecimento no local de trabalho

Preocupada com o grande número de pessoas vítimas de adoecimento nos locais de trabalho, a APPI/APLB-Sindicato, Delegacia Sindical Costa do Cacau, através do Projeto Vidaviva realizou em Ilhéus nesta terça-feira (10) um curso de formação com os trabalhadores em educação das Escolas Nucleadas de Aritaguá II, da Rede Municipal de Educação. O encontro, realizado durante todo o dia no auditório do Hotel Barravento, reuniu professores, merendeiros, auxiliares, vigilantes, porteiros e o corpo técnico pedagógico das escolas nucleadas de Aritaguá II, que tiveram a oportunidade de fazer uma reflexão sobre uma melhor qualidade de vida, a saúde e a busca de condições nos trabalho para que não adoeçam.


Com dinâmicas, vídeos, oficinas em grupos, depoimentos e exemplos de casos de adoecimento no local de serviço, os trabalhadores em educação fizeram uma reflexão sobre as atuais condições de trabalho que estão sujeitos, discutiram as prioridades em suas vidas, o que estão fazendo do seu tempo e de que forma estão contribuindo para ter uma qualidade de vida melhor, com mais saúde e lazer. Durante a formação professores e servidores deram testemunhos emocionados sobre suas vidas e dos problemas de saúde que estão tendo por conta das péssimas condições de trabalho.

A presidente da APPI, Enilda Mendonça, que ministrou a formação com os trabalhadores em educação, informou que as Escolas Nucleadas de Aritaguá II foram escolhidas justamente pelo fato de estarem fechadas por conta das péssimas instalações físicas e sem condições de serviços, o que certamente prejudica os alunos e tem provocado o adoecimento dos trabalhadores. A proposta é estender esse curso de formação sobre o adoecimento nos locais de trabalho para as demais escolas da rede municipal de Ilhéus.

De acordo com Enilda Menonça, as escolas da rede municipal estão em condições muito ruins e a estrutura física tem prejudicado o resultado do trabalho na área de educação. A proposta dessa formação, segundo explicou Enilda Mendonça, foi justamente mostrar que o tripé, vida/saúde/trabalho não podem ser vistos isoladamente e levar as pessoas a fazer uma reflexão sobre como está a vida de cada um deles, discutir sobre as prioridades, como estão exercendo suas profissões e como o trabalho, principalmente por conta das péssimas condições, tem prejudicado sua vida e a sua saúde. E a idéia é promover ações concretas nos locais de trabalho que modifiquem as condições de serviço e a vida dos trabalhadores em educação.

A Rede Vidaviva, que promove esse tipo de formação com os trabalhadores, está propondo uma nova abordagem da relação entre vida, saúde e trabalho. O projeto pretende provocar a reflexão dos trabalhadores sobre as conseqüências do trabalho para sua saúde e sua vida e sobre a ação sindical e a organização dos trabalhadores no local de trabalho, imprescindíveis à mudança do quadro atual de adoecimento a que está exposto quem trabalha. Por esse motivo, a Rede Vidaviva está produzindo uma série de recursos formativos e comunicativos que visam estimular cada vez mais a aproximação entre os trabalhadores.
Por - Edy Camargo

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