terça-feira, 22 de outubro de 2013

A HISTÓRIA E ESTÓRIA DE BEBÉ!

(A história de Bebé: De homem do campo a empresário).

Nos anos 40, era grande o fluxo de sergipanos chegando à região e, principalmente, para Itabuna pela sua desenfreada fama de cidade promissora, devido à ascensão da lavoura cacaueira. O cacau considerado “frutos de ouro”, pelo seu alto valor comercial, economicamente cotado em dólar.

Para cá, além dos sergipanos, se deslocaram também os sírios-libaneses em busca de riquezas e fazer fortunas. Itabuna tornou-se um grande local de aventureiros. Desses sergipanos, que foram os desbravadores e fundadores de “Tabocas”, hoje Itabuna, um deles procedentes da cidade de Riberópolis, aqui se aportou para não mais sair.

De inicio, conhecido como “Bebé” foi trabalhar no campo, ou seja, na área rural, na região conhecida como “o Bomfim” divisa dos municípios de Itapé, Ibicaraí e Itaju do Colônia. Na roça, como trabalhador rural “o Bebé” mais tarde, conseguiu, depois de muito suor derramado instalar uma “quitandinha”, quer dizer uma pequena venda, para negociar caramelo, jabá e cachaça...

Não teve sorte, foi roubado quando sua clientela estava aumentando. A policia procurou o ladrão, não o descobriu, mas a mercadoria foi encontrada sob um pé de jaca. A mercadoria “era tanta!” que toda ela coube dentro de um saco de aniagem..
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Depois dessa ocorrência “Bebé” desapareceu daquela localidade, foi quando conheceu uma virgem e se apaixonou por ela. Foi um drama na sua vida, pois os país da moça, por serem fazendeiros tradicionais da região de Macuco, hoje Buerarema não aceitavam o namora.
“Bebé”, como era perspicaz e ousado, resolveu roubar a moça, e partiu com ela na garupa de um cavalo, e convive com ela, até os dias de hoje... separados na mesma casa, mas convivem!

Mais tarde, depois dessa “armação”, “Bebé” foi descoberto no comércio de Itabuna, com um armazém de compra e venda de cacau; secos e molhados. Negociava também querosene e outras mercadorias da época, como “jabá” em fardo e bacalhau em barrica, etc.

O armazém foi instalado na principal avenida da cidade... J.J. Seabra ou Rua da Lama.  Em Itabuna, ninguém o conhecia por “Bebé”, é claro!  Seu nome já era outro (não vamos dizê-lo por questão de ética!). O “grande carro chefe” do comércio do empresário, que se desapontava com um futuro promissor, era a compra e venda de garrafas; compra e venda do cacau e o querosene, que naquela época substituía a energia elétrica; O produto mais procurado!

Dessa casa comercial, o ex-trabalhador rural “Bebé”, se transformou no principal empresário de Itabuna... Mais tarde implantou na cidade uma rede de supermercado e uma concessionária de automóvel, além de uma rede de comunicação; radio e jornal..
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A partir daí tornou-se um dos homens mais ricos e poderosos da região. Na sua ampla visão empresarial, não se conformando, por ser só empresário, resolveu ingressar na também na carreira política, e foi eleito prefeito, depois de duas ou três tentativas, em pleno período do regime militar. Vale a pena ressaltar!

Pela oposição, se tornou um dos prefeitos mais reconhecidos pela população, por sua seriedade na condução da coisa pública. Hoje aos 91 anos, o ex-prefeito fora da vida política, gozando ainda de boa saúde, é considerado um dos homens mais rico do Sul da Bahia, proprietário de dezenas de imóveis no centro e nos bairros da cidade, assim, como também, de várias fazendas de cacau e de gado, em toda a região cacaueira, extremo-sul, além de comércio em São Paulo, que chega a ser maior  do que o desta região.

Dizem que a sua concentração de riqueza foi realizada com muita luta e suor derramado, mas para os seus amigos e colegas mais antigos, chegados e ligados a ele. Muitos deles narram outra história, outra versão... além de seus inimigos – muitas vezes porque foram lesados - descordam desse ponto de vista.
Para um tropeiro que foi seu parceiro de trabalho na roça: “Bebé” no inicio de seu comércio vendia uma lata de querosene de 18 litros, por 20 litros, pois com muita perícia retirava dois litros de cada lata.

Na versão de outro que foi seu parceiro de negócio, “Bebé” teria tomado um empréstimo, numa agencia bancária, na “onda” do comércio de comprar e vender garrafas, e não pagou o dinheiro ao banco, quando o gerente perdeu, na época, o emprego, mas tornou-se seu amigo.

Já a versão de Alvino Boa, quer ficou seu inimigo porque foi lesado na transação de um caminhão “roquete”, “Bebé” ficou rico porque lesou a sua família em Sergipe... chegando aqui, escondeu o dinheiro... e quando todos esqueceram... ele fez uso dos recursos... além de tomar os carros de quem atrasava a prestação, e ficava por isso mesmo.

Outra versão e a de que, Bebé, nos anos 70, para ficar mais rico do que estava, pegou seus capangas em Itabuna, acompanhado de um tenente e um diretor de rádio, se dirigiram para o extremo-sul de arma na mão para grilar terra...

Por causa disso, dizem que ele só trafega dentro de Eunápolis a mais  200 quilômetros por hora. Por causa dessa grilagem politicamente, ele que era contra, se aliou à direita da Bahia, para não perde as terras... 

Assim seguem várias versões sobre “o milionário e lendário Bebè”, que não perde e nem abre mão para ninguém, só depois da sua morte – comentam!

A realidade é a de que o seu impero hoje é um dos maiores do estado. E por não gostar de pagar a ninguém, se tornou uma pessoa avarenta e motivo de piadas. Comentam até que ele só anda com dois reais no bolso, duas cédulas de um real, amarradas em cordão...

Dizem também, que hoje, quem vê o seu dinheiro, tem para si, sete anos de atraso!... Assim, ou não “Bebé” tornou-se uma pessoa folclórica da cidade, de que, essa fortuna foi construída porque ele fez um pacto com o diabo!

Com esses boatos, ou não, de amigos e inimigos que aqui, foram colegas de “Bebé”, uns vivos e outros mortos... E, que, com ele, puxaram cobras na roça dos outros, chegamos a conclusão que essas histórias têm mais verdades do que anedotas...

Outra de “Bebé” é a de que seu pai foi seu empregado, e recebia um salário de fome e de miséria, mas um dos seus irmãos por causa dessa e de outras foi seu empregado, e não aceitando o que tinha por direito, como prestador de serviços em sua empresa, denunciou “Bebé” na Justiça do Trabalho, entre várias outras queixas que existem até os dias de hoje...

As verdades sobre esses fatos ficam nas consciências de cada um de vocês leitores para que nossas histórias se perpetuem...
Qualquer semelhança, é pura coincidência!

Barão da Burundanga, compadre do Barão da Marimbeta! 

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