sexta-feira, 28 de junho de 2013

Oposição quer CPI para investigar gasto com a Copa do Mundo

Custos com construção de estádios e obras de infraestrutura podem chegar a R$ 63 bilhões (Foto: Reprodução/R7)
Custos com construção de estádios e obras de infraestrutura podem chegar a R$ 63 bilhões (Foto: Reprodução/R7)
Depois de o governo federal anunciar que a previsão dos custos das obras para a Copa do Mundo de 2014 subiu de R$ 25,5 bilhões para R$ 28 bilhões, dois dos principais partidos políticos da oposição — Democratas e PPS/MD — começaram, nesta semana, a atuar nos bastidores do Congresso para implantar uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). O objetivo é investigar os gastos públicos para realizar o torneio.
No mesmo dia em que anunciou o aumento em cerca de 10% dos gastos, o próprio governo admitiu que a conta pode ficar ainda mais cara. Nas contas da Consultoria Legislativa do Senado, a Copa de 2014 será a mais cara da história e pode chegar a custar R$ 63 bilhões para os governos. Para comparar, o governo da África do Sul gastou R$ 14,5 bilhões em infraestrutura e estádios na Copa de 2010.


O investimento público para fazer a Copa de 2014 virou um dos alvos das manifestações de rua das últimas semanas. Por isso, na última segunda-feira, os parlamentares do PPS/MD iniciaram a coleta de assinaturas para a CPMI. O líder do PPS/MD, deputado federal Rubens Bueno (PR), articula nos bastidores para conseguir a adesão dos parlamentares.
— Vamos iniciar imediatamente a coleta de assinaturas para a CPI e mobilizar os deputados e senadores. Não somos contra o evento, mas contra o modo como o governo federal está conduzindo todo esse processo. É muito dinheiro público em jogo e há indícios de superfaturamento em diversas obras. Ao contrário do que afirmou a presidente Dilma, há sim bilhões do governo federal investidos na Copa. Aí entram aplicações diretas e financiamento de bancos estatais [BNDES, Caixa] em estádios. (Portal R7)

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