Postagem em destaque

Amurc cria fórum de planejamento e finanças dos municípios

Em meio a queda constante na arrecadação dos municípios e o aumento crescente nas despesas, principalmente nas áreas da saúde e educaç...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Almiro Sena recebe Pai de Santo agredido por policiais

O secretario de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena, recebeu nesta quarta-feira (10) em seu Gabinete, o vereador Luiz Carlos Suica, o superintendente de Direitos Humanos, Ailton ferreira, representantes religiosos do Candomblé e o Babalorixá Anderson Argolo, líder do terreiro Obatalandê.

O Babalorixá acusa três policiais militares de abordagem truculenta. Ele esteve na secretaria para pedir justiça e rapidez na resolução do caso. “É doloroso viver isso. Meu pedido de justiça não é pessoal, mas estou aqui em nome de quem vivencia isso diariamente na periferia”, falou.

O secretário, Almiro Sena, pediu desculpas em nome do Estado, “A atitude dos policiais foi agressiva, desnecessária e desrespeitosa. Peço desculpas, em nome do Estado” e garantiu enviar um ofício para o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa para resolver a questão e mediar o diálogo entre a Corregedoria Geral da PM do Estado e a vítima.

O vereador Suica citou o caso na Câmara dos Vereadores, na segunda-feira (08) e se posicionou contra as agressões. Na reunião, disse que é necessário mudar o pensamento (preconceituoso) para se construir uma sociedade melhor. “Ou nos despimos da vaidade para solucionar os problemas ou essa situação nunca vai mudar”, afirmou o vereador.

O caso

Na manhã do dia 2, no estacionamento de um supermercado, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, o Babalorixá saia com o veículo, quando uma viatura começou a buzinar de forma excessiva. No outro mercado, cerca de 50 metros do primeiro, Anderson percebeu que estava sendo seguido pela viatura, quando foi abordado. 

Ele relatou que os policiais o agrediram fisicamente depois que se identificou como Babalorixá, que alertou aos policias que tinha passado por cirurgia na semana anterior, mas, não adiantou. “Ainda existe intolerância religiosa, além do preconceito social e racial”, afirmou.

--
Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
acredita-se estar livre de perigo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário